Graças ao Ricardo e David cá por casa não tem dado para ver muitos noticiários. Mas quando os vejo, tenho tido sempre a sorte ou azar de ouvir falar de Sustentabilidade na Segurança Social… idade de reforma, cortes nas prestações sociais, etc…
Não sou economista, e a nível de orçamentos apenas sou bom a fazer o meu orçamento familiar. Mas parece algo lógico que num mundo tão tecnológico e com tantas soluções a nível de sistemas de informação, se utilize estas ferramentas para ajudar a detectar eventuais “abusos” da Segurança Social.
Não falo sobre os rendimentos mínimos ou subsídios de desemprego porque não tenho conhecimento de causa… mas sobre as baixas à caixa fraudulentas já tenho alguns conhecimentos devido ao meu emprego.
E sobre as baixas à caixa parece algo surreal que o boletim de baixa médica apenas contenham como motivos:
- Doença Natural
- Doença Directa
- Assistência a Familiares
- Doença Profissional
- Acidente de trabalho
Olhando para estes motivos que raio de estatística e conclusões se pode tirar. Doença Natural ou Doença Directa são motivos demasiado abrangentes para se tirar conclusões, e saber onde estão as baixas fraudulentas.
Mesmo que na cópia a entregar na Entidade Patronal se mantivesse estes motivos. Em minha opinião, o médico de família/assistente deveria de ter possibilidade de informar a segurança social o motivo mais detalhado.
Ver baixas médicas por “constipações”, “dores”, etc… a prolongarem-se por mais de 1-2 meses é algo que vejo regularmente e não me parece algo normal. Mesmo com pedidos de inspecções acabam sempre por se safar impunemente. E é comum ver essas mesmas pessoas fazer a sua vida normal nos hipermercados ou no café da esquina.
Em minha opinião não é cortar nos valores de subsídios, mas sim investir em mais inspectores e mais meios de análise e controlo.
O sistema é sustentável desde que se controle de forma eficiente os abusos praticados. Acho que mais uma vez o Governo resolve as situações em “cima do joelho”. É o velho caso de “Austeridade vs Investimento”, e quem acaba por pagar é sempre o mesmo… o Português trabalhador e cumpridor que não pode fugir a nada.





